A densitometria óssea é um exame fundamental para a saúde óssea, principalmente na identificação precoce da osteoporose. De acordo com a Dra. Thaline Neves, essa avaliação é essencial para detectar a perda de massa óssea mesmo antes que os sintomas apareçam, permitindo a adoção de estratégias eficazes de prevenção.
Aliás, com o diagnóstico precoce, é possível reduzir o risco de fraturas e melhorar a qualidade de vida, especialmente em populações mais vulneráveis, como mulheres após a menopausa e idosos. Com isso em mente, ao longo deste artigo, você vai entender como a densitometria óssea funciona, por que ela é tão importante para prevenir a osteoporose e de que forma ela orienta medidas clínicas e de estilo de vida para proteger a saúde dos ossos.
O que é a densitometria óssea e como o exame funciona?
A densitometria óssea é um exame de imagem que utiliza tecnologia de baixa radiação para medir a densidade mineral dos ossos. Conforme comenta a médica proprietária da Clínica View, Thaline Neves, o procedimento é indolor, rápido e não requer preparo complexo, sendo realizado com o paciente deitado em uma maca enquanto o aparelho avalia áreas como o fêmur, quadril e coluna lombar.

Essa avaliação permite identificar o grau de perda óssea e classificar o paciente em diferentes estágios: normal, osteopenia (perda óssea leve) ou osteoporose (perda óssea acentuada). Logo, com essas informações, o médico pode traçar um plano de cuidados mais preciso, especialmente se houver risco aumentado de fraturas.
Segundo Thaline Neves, o exame é particularmente indicado para mulheres acima dos 65 anos, homens acima dos 70 anos, pessoas com histórico familiar de osteoporose ou fraturas, pacientes em uso prolongado de corticosteroides e indivíduos com doenças crônicas que afetam o metabolismo ósseo.
Como a densitometria óssea ajuda a prevenir a osteoporose?
A prevenção da osteoporose passa, necessariamente, pelo diagnóstico precoce. Uma vez que a densitometria óssea, ao detectar a perda de densidade antes da ocorrência de fraturas, permite a implementação de medidas preventivas mais eficazes. Isso inclui desde a introdução de medicamentos, quando necessário, até mudanças no estilo de vida que favoreçam a saúde óssea.
De acordo com a Dra. Thaline Neves, o exame oferece uma base sólida para decisões clínicas personalizadas, considerando o grau de risco de cada paciente. Assim, a densitometria contribui para a redução da incidência de fraturas, que são uma das principais consequências da osteoporose e podem comprometer severamente a mobilidade e a independência de idosos. Sem contar que a repetição periódica do exame permite monitorar a evolução do quadro, avaliando se as medidas adotadas estão surtindo o efeito desejado e ajustando o tratamento quando necessário.
Os sinais de alerta que indicam a necessidade do exame
Embora muitas vezes a perda óssea aconteça de forma silenciosa, alguns sinais podem indicar maior risco e a necessidade de investigar a densidade mineral óssea. Entre os mais comuns estão dores lombares frequentes, perda de estatura ao longo dos anos e fraturas por traumas leves. Aliás, pacientes com esses sintomas ou fatores de risco devem ser encaminhados ao exame o quanto antes. Pois, como ressalta a médica proprietária da Clínica View, Thaline Neves, a prevenção, nesses casos, é o caminho mais seguro para evitar complicações mais graves no futuro.
Quais hábitos ajudam a manter ossos saudáveis?
A densitometria óssea não apenas orienta tratamentos, mas também serve como incentivo para adoção de comportamentos mais saudáveis. Conheça a seguir algumas atitudes que favorecem a saúde dos ossos:
- Consumo adequado de cálcio: alimentos como leite, queijos, vegetais verde-escuros e castanhas ajudam na formação e manutenção óssea.
- Exposição ao sol e vitamina D: a vitamina D, ativada pela exposição solar, é essencial para a absorção do cálcio no organismo.
- Prática regular de atividade física: exercícios com impacto leve, como caminhada, dança e musculação, fortalecem a estrutura óssea.
- Evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool: esses hábitos reduzem a densidade mineral dos ossos e aumentam o risco de fraturas.
- Manutenção do peso corporal saudável: tanto o baixo peso quanto o sobrepeso afetam negativamente a saúde óssea.
Esses cuidados devem ser incorporados à rotina de forma permanente. Inclusive, mesmo após um diagnóstico de osteopenia ou osteoporose, essas práticas continuam sendo fundamentais para conter a progressão da perda óssea.
Prevenção começa com informação e cuidado
Em última análise, a densitometria óssea é uma ferramenta indispensável na prevenção da osteoporose. Já que ao identificar precocemente a perda de massa óssea, o exame permite a adoção de estratégias que evitam complicações e preservam a qualidade de vida. Desse modo, é possível criar um plano de ação eficaz, que combina acompanhamento clínico, hábitos saudáveis e monitoramento constante da saúde óssea.
Autor: Melana Yre