Universidade ocupou estande na maior feira de inovação do Rio para mostrar como pesquisas acadêmicas se transformam em soluções para a cidade
A Rio Innovation Week 2026 se consolidou como uma vitrine importante para a produção científica carioca, e a Universidade Federal do Rio de Janeiro aproveitou o evento para mostrar ao público um retrato da diversidade de tecnologias desenvolvidas dentro de seus laboratórios. O estande da UFRJ se tornou um dos pontos mais visitados da feira, reunindo desde robótica até ciência forense.
A Rio Innovation Week 2026 ocupou uma área de cerca de 90 mil metros quadrados no Píer Mauá, estimando a participação de mais de 3 mil palestrantes, 2 mil startups e 400 expositores distribuídos por 35 palcos ao longo de quatro dias, entre 4 e 7 de agosto. A dimensão do evento reforça o papel do Rio como um dos principais polos de inovação da América Latina. Diário do Rio
O que a UFRJ levou para o Píer Mauá
A universidade organizou sua participação em torno de projetos que dialogam diretamente com desafios da cidade. A Inova UFRJ, Núcleo de Inovação Tecnológica da universidade, levou à feira uma mostra que reúne robôs interativos, oficinas maker, demonstrações de luminol, simuladores industriais, projetos de mobilidade e pitches de inovação, com soluções que dialogam com áreas como educação, indústria, ciência forense, mobilidade urbana, sustentabilidade e acessibilidade. Inova UFRJ
Um dos pontos mais chamativos do estande envolveu tecnologia usada em investigações criminais. Entre as demonstrações estava o uso do luminol, substância conhecida por seu papel em perícias criminais para revelar vestígios de sangue ocultos, mostrando ao público como a ciência forense se conecta ao trabalho cotidiano de investigação no estado. Inova UFRJ
Outro projeto que ganhou espaço na feira foi voltado diretamente para escolas e comunidades. O EDS Maker, projeto de extensão da UFRJ voltado à Educação para o Desenvolvimento Sustentável, apresentou soluções como jogos educativos, protótipos de extrusoras, impressão 3D e uso de Arduino, direcionados a escolas públicas e comunidades da região. Inova UFRJ
Uma programação organizada por eixos temáticos
Para dar conta da diversidade de pesquisas desenvolvidas pela instituição, a curadoria do estande foi dividida em blocos temáticos ao longo dos quatro dias de evento. A programação foi organizada em quatro eixos: acessibilidade, inclusão, sustentabilidade, energia e robótica no primeiro dia; tecnologias para educação, informação e ciência forense no segundo; saúde, bem-estar, incubadoras e startups no terceiro; e artes, meio ambiente, empreendedorismo e cidadania no encerramento. Ufrj
Organizar essa diversidade de projetos em um único espaço não foi tarefa simples para os responsáveis pela curadoria. Segundo representantes do Núcleo de Inovação Tecnológica, o maior desafio da participação foi justamente conseguir que a Universidade Federal do Rio de Janeiro, a maior do Brasil, coubesse em um único estande, resultado de um trabalho conjunto entre o Inova e a Pró-Reitoria de Extensão. Ufrj
Tecnologia como ferramenta de validação de pesquisas
Além de apresentar os projetos ao público, a feira também funciona como um termômetro para os próprios pesquisadores da universidade. De acordo com a diretora do Inova, o evento acaba funcionando como uma forma de teste, permitindo à universidade validar tecnologias a partir do feedback dos visitantes e identificar oportunidades de transformar pesquisas acadêmicas em produtos e serviços com aplicação real. Ufrj
A presença da UFRJ na feira também se conecta a uma estrutura mais ampla de inovação que a universidade vem consolidando ao longo dos últimos anos. Em junho, o Parque Tecnológico da UFRJ inaugurou o Parque Maker II, novo espaço voltado ao desenvolvimento de tecnologias, prototipagem e pesquisa aplicada, ampliando a capacidade da instituição de receber empresas e organizações de base científica e tecnológica. Anprotec
O que a participação representa para o Rio
A presença da UFRJ na Rio Innovation Week reforça um movimento que vem ganhando força na cidade: aproximar o conhecimento produzido dentro das universidades do dia a dia da população e do mercado. Para o Rio de Janeiro, eventos como esse ajudam a consolidar a imagem da cidade como um polo que combina tradição acadêmica com inovação aplicada, criando pontes entre pesquisa científica, empreendedorismo e os desafios concretos enfrentados por quem vive na capital fluminense.
https://conexao.ufrj.br/2026/08/ufrj-leva-para-a-rio-innovation-week-tecnologias-que-aproximam-ciencia-e-sociedade/
https://diariodorio.com/prefeitura-do-rio-leva-turismo-e-tecnologia-ao-rio-innovation-week-2026/
https://anprotec.org.br/site/2026/06/parque-tecnologico-inaugura-parque-maker-ii-e-amplia-espaco-para-pesquisa-aplicada-e-inovacao/

