Segundo Tiago Schietti, a memorialização de pets tem ganhado espaço no setor funerário como resposta à transformação do vínculo entre tutores e animais de estimação. O que antes era tratado de maneira discreta hoje envolve rituais personalizados, soluções tecnológicas e espaços dedicados à preservação da memória. Neste artigo, você entenderá como a memorialização de pets evoluiu, quais são as novas formas de homenagem e de que maneira esse movimento reflete mudanças culturais e oportunidades para o setor.
Por que a memória dos pets se tornou tão significativa?
Os animais de estimação passaram a ocupar posição central nas famílias contemporâneas, como aponta Tiago Schietti. Eles compartilham rotinas, participam de momentos importantes e constroem vínculos emocionais profundos. Quando ocorre a perda, o impacto afetivo é real e muitas vezes intenso.
Reconhecer a importância desse luto é parte do processo de humanização do cuidado. A memorialização surge como ferramenta de acolhimento emocional, permitindo que o tutor transforme a dor em lembrança estruturada e respeitosa. Preservar a memória não significa prolongar o sofrimento, mas organizar a experiência vivida de forma simbólica.
Como o setor funerário pet incorporou a memorialização?
A profissionalização do setor ampliou o portfólio de serviços além da cremação ou sepultamento. Empresas especializadas passaram a oferecer soluções voltadas à preservação da memória, integrando atendimento técnico e sensibilidade emocional.
Na análise de Tiago Schietti, esse movimento acompanha a maturidade do mercado. Ao compreender que o serviço não termina na destinação final, as empresas passaram a estruturar experiências completas, que incluem homenagens, personalizações e acompanhamento pós-serviço. A memorialização tornou-se extensão natural do atendimento humanizado.
A tecnologia está transformando a memorialização?
Sim, especialmente por meio de memoriais digitais e plataformas online. Espaços virtuais permitem compartilhar fotos, histórias e mensagens, criando ambiente coletivo de lembrança e acolhimento.
A digitalização amplia o alcance da homenagem e possibilita interação entre familiares e amigos. Além disso, registros virtuais preservam a história do animal de maneira organizada e acessível. Essa inovação demonstra como tradição e tecnologia podem coexistir no setor funerário pet, como reforça Tiago Schietti.

Como a memorialização auxilia no processo de luto?
De acordo com Tiago Schietti, rituais simbólicos ajudam a estruturar emocionalmente a despedida. Ao participar ativamente de uma homenagem, o tutor reconhece a importância do vínculo e valida seus sentimentos.
A memorialização oferece fechamento gradual e respeitoso. Em vez de uma ruptura abrupta, há um processo de transição que organiza memórias positivas e fortalece o legado afetivo do animal. Esse cuidado emocional é parte essencial da experiência.
A personalização é tendência permanente no setor?
A busca por serviços personalizados não parece ser passageira. À medida que o vínculo com os pets se intensifica, cresce também a demanda por homenagens únicas e significativas.
Empresas que investem em escuta ativa e flexibilidade de serviços conseguem atender diferentes perfis de clientes. A personalização agrega valor e diferencia a marca no mercado, fortalecendo reputação e fidelização.
Como a memorialização de pets redefine o papel do setor funerário?
Em conclusão, a memorialização amplia a atuação do setor funerário pet, que deixa de ser apenas operacional e passa a exercer função simbólica e acolhedora. O foco não está apenas na destinação técnica, mas na experiência completa do cliente.
Essa evolução exige preparo técnico, sensibilidade e gestão estruturada. Ao oferecer novas formas de preservar a memória, o setor demonstra maturidade e alinhamento com as transformações culturais da sociedade. Assim, a memorialização de pets consolida-se como prática significativa, que une inovação, respeito e valorização do vínculo afetivo.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

