Levantamento do Paraná Pesquisas aponta o prefeito carioca com quase metade dos votos, enquanto o campo de disputa ainda se consolida.
A menos de quatro meses do primeiro turno das eleições estaduais no Rio de Janeiro, a disputa pelo Palácio Guanabara começa a ganhar contornos mais definidos. O novo levantamento do Paraná Pesquisas, divulgado em 4 de junho, mostra Eduardo Paes na liderança da disputa pelo Palácio Guanabara em 2026. No principal cenário estimulado para governador do Rio de Janeiro, o ex-prefeito aparece com 48,3% das intenções de voto. Os números revelam não apenas a força eleitoral de Paes, mas também a fragmentação de um campo oposicionista que ainda busca uma alternativa capaz de fazer frente ao favoritismo do prefeito carioca. Diário do Rio
Para o eleitor fluminense, a grande questão que se impõe agora é compreender quem são os candidatos, o que defendem e qual a real viabilidade de cada um dentro de um cenário ainda em formação. O prazo para oficialização das candidaturas no TSE se encerra em agosto, o que significa que os próximos meses serão decisivos para definir o campo de batalha eleitoral no estado.
A folga de Paes e o campo oposicionista
A vantagem de Eduardo Paes sobre os concorrentes é expressiva tanto nas intenções de voto quanto nos cenários simulados de segundo turno. Em segundo lugar está Douglas Ruas, presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), com 12,6%. Na sequência aparecem Anthony Garotinho, com 9,2%; André Marinho, com 4,2%; Wilson Witzel, com 3,1%; Bombeiro Rafa Luz, com 2,6%; e William Siri, com 0,6%. A diferença entre Paes e Douglas Ruas é de 35,7 pontos percentuais. Diário do Rio
No segundo turno, a vantagem do prefeito se mantém robusta. Em um cenário simulado entre Paes e Ruas, o ex-prefeito tem 58,8% das intenções de voto, enquanto o presidente da Alerj soma 20,7%. Esses dados indicam que, mesmo com mobilização oposicionista, o caminho até o Guanabara seria íngreme para qualquer adversário que enfrente Paes em um segundo turno. CNN Brasil
Os índices de rejeição também são relevantes para compreender a dinâmica eleitoral. Anthony Garotinho aparece com o maior índice de rejeição: 42,4% dos entrevistados disseram que não votariam nele de jeito nenhum. Depois dele, aparecem Wilson Witzel, com 27,9%, e Eduardo Paes, com 22%. A rejeição de Paes, embora não seja desprezível, é significativamente menor do que a de seus principais adversários, o que reforça seu favoritismo no cenário atual. Diário do Rio
Quem são os pré-candidatos e o que defendem
O campo de disputa é plural. O cenário reúne nomes de diferentes espectros políticos e partidos, com articulações que envolvem alianças regionais e nacionais. O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), confirmou que vai disputar o governo estadual, tendo anunciado a advogada Jane Reis (MDB) como vice. Do outro lado, o PL lançou o deputado federal Douglas Ruas como pré-candidato, tendo Rogério Lisboa (PP) como vice. Diário do Rio
Entre os nomes que integram o cenário eleitoral, também podem ser candidatos Washington Reis (MDB), Anthony Garotinho (Republicanos), Wilson Witzel (sem partido), Doutor Luizinho (PP), Fabiano Horta (PT), Mônica Benício (PSOL), Thaís Ferreira (PSOL) e William Siri (PSOL). Cada um representa uma vertente política distinta, com bases eleitorais e propostas que ainda serão mais detalhadas durante a campanha oficial. harvard
O PSOL lançou o vereador William Siri como pré-candidato ao governo. Reeleito vereador em 2024, Siri tem 33 anos e atua em pautas ligadas ao funcionalismo público, reestatização de serviços e revisão de concessões. Já o PCO confirma Luan Monteiro como pré-candidato, representando um espectro à esquerda do campo progressista. A multiplicidade de nomes reflete a complexidade do mosaico político fluminense, onde diferentes tradições partidárias convivem em um estado com realidades sociais muito distintas entre a capital e o interior. Diário do Rio
O que esperar dos próximos meses até outubro
As eleições gerais no Rio de Janeiro serão realizadas em 4 de outubro de 2026. Os eleitores escolherão governador, vice-governador, dois senadores, 46 representantes para a Câmara dos Deputados e 70 membros da Assembleia Legislativa. Caso nenhum candidato ao governo obtenha maioria absoluta no primeiro turno, um segundo turno será realizado em 25 de outubro. Wikipedia
O período que antecede as convenções partidárias, previstas para agosto, é de articulações intensas nos bastidores. Alianças serão costuradas, palanques serão negociados e o campo oposicionista ainda tentará se organizar em torno de uma candidatura capaz de disputar com mais competitividade com Paes. O eleitor fluminense, por sua vez, terá pela frente uma campanha em que a segurança pública, a mobilidade urbana, a gestão dos recursos do petróleo e as promessas para o interior do estado devem figurar como temas centrais.
A pesquisa do Paraná Pesquisas ouviu 1.680 eleitores em 62 municípios do estado do Rio de Janeiro, entre os dias 1º e 3 de junho de 2026, com margem de erro de 2,4 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O estudo está registrado no TSE sob o número RJ-05645/2026.
Fontes: Diário do Rio de Janeiro | Poder360 | CNN Brasil | JOTA
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

